Dispositivo metodológico de produção de dados narrativos a contrapelo das patologias da modernidade: um grupo para “comversar”
DOI:
https://doi.org/10.33361/RPQ.2026.v.14.n.40.1249Palabras clave:
Teoria do Agir Comunicativo, Pesquisa Qualitativa, Teoria CríticaResumen
A modernidade trouxe imperativos de racionalização que levaram, na primeira geração da Escola de Frankfurt, ao desencanto com o potencial da razão, devido às relações sociais baseadas na racionalidade instrumental. Consonante a uma postura que desvela, mas também busca vias alternativas à razão instrumental, este ensaio propõe um dispositivo metodológico de produção de dados narrativos fundamentado em Jürgen Habermas e Walter Benjamin, que criticam as patologias da racionalização. Seus “remédios” são o agir comunicativo e a narração de experiências. O "Grupo para ComVersar" é organizado em torno da razão comunicativa, permitindo que participantes rememorem e narrem experiências sem coerções ou hierarquias. Ao longo do texto defende-se que essa forma de pesquisar potencializa espaços de esfera pública, essenciais para a politização e descolonização do mundo da vida. Por fim, são ilustradas condições para a constituição de um Grupo para “ComVersar”.
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