A vivência como modo de constituição do conhecimento

Autores

  • Maria Aparecida Viggiani Bicudo Universidade Estadual Paulista, UNESP

DOI:

https://doi.org/10.33361/RPQ.2026.v.14.n.39.1493

Palavras-chave:

Erlebnis, Consciência, Intencionalidade, Conhecimento, Consciência reflexiva

Resumo

Neste artigo é constatada a polissemia do termo vivência,  tal como ele é tratado por muitos autores que, em virtude da ausência de uma tematização mais explícita da palavra e de suas implicações filosóficas, leva muitos pesquisadores iniciantes a banalizarem significados possíveis. Frente a essa observação, propõe-se retomar o termo Erlebnis à luz do pensar de Edmund Husserl e destacar o próprio ato de conhecer, entendido no âmago desse pensar filosófico, como  não sendo  apenas o ato de  representar ou de descrever o que está fora, mas de vivenciar o aparecer das coisas como sentido dado na experiência. Assumindo que toda experiência consciente é uma Erlebnis e que Erlebnis é uma vivência estruturada pela intencionalidade, em que algo é vivenciado como algo e, ainda, que essa estrutura acompanha e constitui o conhecimento; expõe-se, ao longo do artigo, que consciência e Erlebnis não são esferas distintas, mas se coimplicam estruturalmente.

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Publicado

2026-03-24

Como Citar

Bicudo, M. A. V. (2026). A vivência como modo de constituição do conhecimento. Revista Pesquisa Qualitativa, 14(39), 48–63. https://doi.org/10.33361/RPQ.2026.v.14.n.39.1493

Edição

Seção

DOSSIÊ VIVÊNCIAS

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