Metamorfoses corporais e vivências identitárias na deficiência adquirida: considerações críticas à partir de Catherine Malabou e Alfred Schütz
DOI:
https://doi.org/10.33361/RPQ.2026.v.14.n.39.1502Palavras-chave:
Deficiência adquirida, Ontologia da deficiência, Alfred Schütz, Catherine Malabou, Filosofia da deficiênciaResumo
Neste artigo, discutimos como o acidente que resulta em uma deficiência adquirida pode alterar profundamente a vivência identitária do sujeito. Argumenta-se que essa experiência impacta não apenas o corpo físico, mas também a relação da pessoa consigo mesma, com sua identidade e com o sentido da vida. Com base na ontologia do acidente de Catherine Malabou e na fenomenologia de Alfred Schütz, buscou-se compreender como a volta para casa, após internação ou reabilitação, envolve mais do que o simples retorno a um espaço conhecido: trata-se de um reencontro com um cotidiano transformado, exigindo do sujeito novas formas de interpretar e habitar o mundo. Nessa perspectiva, o lar já não é o mesmo, tampouco o indivíduo que retorna. O processo de adaptação revela o surgimento de novas condições ontológicas, nas quais a continuidade entre o “antes” e o “depois” da deficiência se rompe, exigindo um recomeço subjetivo e relacional.
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