A dimensão filosófica da fenomenologia na educação matemática: abrangência e aplicabilidade na educação básica
DOI:
https://doi.org/10.33361/RPQ.2026.v.14.n.41.1630Palavras-chave:
Conhecimento, Fenomenologia, Formação em matemática, Formação de professoresResumo
Este artigo tem o objetivo de elucidar a importância e o espaço das dimensões filosóficas fenomenológicas da Educação Matemática na Educação Básica no que diz respeito à constituição do conhecimento matemático e à formação continuada de professores. O texto busca esclarecer os vínculos da Filosofia com as demais áreas que compõem a Filosofia da Educação Matemática e os fundamentos dos modos fenomenológicos de acesso ao conhecimento matemático, tanto do ponto de vista teórico, como prático, que abrangem o ensino e a aprendizagem da Matemática, assim como também a formação de professores. E, por fim, sugere-se a disciplina para mestrados profissionais, anunciando sua presença na proposta de criação do Mestrado Profissional em Educação Básica (MEPEB), promovido pelo Centro de Formação de Educadores da Escola Básica (CEFE) - Unifesp – Campus de Diadema.
Downloads
Referências
ANASTÁCIO, M. Q. A.; BARROS, N. M. da C. Formação de Professores a distância: é possível aprender matemática? In: BICUDO, M. A. V. Ciberespaço – possibilidades que abre ao mundo da educação. São Paulo: livraria da Física, 2014. p. 283 - 311.
BARROS, N. M. da C. A compreensão de matemática em um ambiente online de formação de professores. 2013. 315 f. Tese (Doutorado em Educação para a Ciência) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2013.
BICUDO, M. A. V. O estar-com o outro no Ciberespaço. ETD – Educação Temática Digital, Campinas, v. 10, n. 2, p. 140 – 156, jun. 2009. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v10i2.982
BICUDO, M. A. V. Realidade virtual: uma abordagem filosófica. Ciências humanas e sociais em revista (impressa), Rio de Janeiro, v. 33, p. 114 – 127, 2011.
BICUDO, M. A. V.; ROSA, M. Realidade e Cibermundo: horizontes filosóficos e educacionais antevistos. Canoas: editora da ULBRA, 2010.
BICUDO, M. A. V.; GARNICA, A. V. M Filosofia da Educação Matemática. Belo Horizonte: autêntica, 2001.
BICUDO, M.A.V. Filosofia da educação matemática: sua importância na formação de professores de matemática. In: SILVA, R. S. R. (org.). Processos formativos em Educação Matemática. Perspectivas filosóficas e pragmáticas. Porto Alegre: Editora Fi, 2018. p. 29-46. Disponível em: https://3c290742-53df-4d6f-b12f-6b135a606bc7.filesusr.com/ugd/48d206_53eae0c3c1764fc5b4f58a7a07e6a281.pdf. Acesso em: 19 jan. 2026.
BERNHARD, A. Algebra für die siebte und achte klasse an Waldorfschulen. Stuttgart: Verlag Freies Geistesleben GmbH, 1991.
BOOTH, L. R. Dificuldades das crianças que se iniciam em álgebra. IN Arthur F. Coxford e Alberto P. Shuhe. Trad. Hygino H. Domingues. As ideias da álgebra. São Paulo: Atual, 1997. p. 23-37.
CHAUI, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994.
D´AMBROSIO, U. Filosofia, Educação e Matemática em uma relação íntima. Revemat, Florianópolis, v. 11, ed. Filosofia da Educação Matemática, p. 21-35, 2016.
DOURADO, W.A. M. O original e o Retorno In: PANSARELLI, D.; PIZA, S. (org). Filosofia Modernidade - Reflexão sobre o conhecimento. São Bernardo do Campus: Metodista. 2008. p. 79-91.
ERNEST, P. An overview of the Philosophy of Mathematics Education. Revemat, Florianópolis, v. 11, Ed. Filosofia da Educação Matemática, p. 3-20, 2016.
GADAMER, H-G. Verdade e método – traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Tradução de Flávio Paulo Meuer. Petrópolis: vozes. 1997.
HEIDEGGER, M. Discourse on Thinking. New York, Evanston e London: Harper & Row, Publishers, 1962.
HUSSERL, E. Zur Logik des Zeichen - Da lógica dos sinais (Semiótica). Tradução de António Fidalgo. [S.I.]: [s.n], 1890. Disponível em: https://arquivo.bocc.ubi.pt/pag/fidalgo-husserl-semiotik.pdf. Acesso em: 29 mar. 2025.
HUSSERL, E. Logische Untersuchungen - Untersuchungen zur Phänomenologie und Theorie der Erkenntnis. Zweiter band, I. Teil. Halle A. D. S./ Max Niemeyer. 1913.
HUSSERL, E. Schichten des Weltbewusstsein. Ergänzungsband texte aus dem nachlass. In: HUSSERL, E. Die Krisis der Europäichen Wissenschaften und die transzendentale Phänomenologie. Dordrecht/Boston/London: Kluwer Academic Publisher, 1936.
HUSSERL, E. Philosophie der Arithmetik. Mit ergänzenden Texten (1890-1901) Coleção Husserliana, XII. Den Haag: Martinus Nijhoff, 1970.
HUSSERL, E. Die Ursprung und das Problem der Dauer. Der Ursprung der Geometrie. In Steiner, Uwe C. Husserl. München: Diederichs, 1997. p. 437- 465.
HUSSERL, E. A crise das ciências Europeias e a Fenomenologia transcendental – uma introdução à filosofia fenomenológica. Tradução de Diogo Falcão Ferrer. Rio de Janeiro: gen, 2012.
HUSSERL, E. Lições sobre a Teoria da Significação. Tradução de Rui Sampaio da Silva. Lisboa: Phainomenon, 2007.
HUSSERL, E. Investigações Lógicas – Sexta Investigação (Elementos de uma elucidação fenomenológica do conhecimento). Tradução de Zeliko Loparic e Andréa Maria de Campos Loparic. São Paulo: Nova cultura, 2000.
KLUTH, V.S. Panorama fenomenológico sobre número e sua imagem na alfabetização aritmética. In: BICUDO, M. A. V. Filosofia da Educação Matemática – Fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógicas. São Paulo: Unesp, 2010. p. 63-88.
KLUTH, V.S. Estruturas da álgebra – investigação fenomenológica sobre a construção do seu conhecimento. 2005. 192 p. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Rio claro, 2005.
KLUTH, V.S. O que acontece no encontro sujeito-matemática? 1997. 185 p. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, “Júlio de Mesquita Filho”, Rio Claro, 1997.
KLUTH, V.S. Metodologia de Pesquisa Fenomenológica em Educação Matemática: A Rede de Significação. Educ. Matem. Pesq., São Paulo, v.22, n.3, p. 84-104, 2020 DOI: https://doi.org/10.23925/1983-3156.2020v22i3p084-104
KLUTH, V.S.; BICUDO, M. A. V. Research procedure to understand algebraic strutures: a hermeneutic approach. Mathematics Teaching Research Journal, [S.I.], v. 12, n. 2, 2020. p. 211- 224,
KLUTH, V. S. RODRIGUES, A. P. A. Aproximações entre Aritmética e Geometria: um resgate fenomenológico de aspectos humanos. In: XIII CIAEM – IACME, Recife, Brasil, 2011. A cessível em: https://xiii.ciaem-redumate.org/index.php/xiii_ciaem/xiii_ciaem/paper/viewFile/1045/820. Acesso em: 30 marc. 2025.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da Percepção. Trad: Carlos Alberto Ribeiro de Moura. São Paulo: Martins fontes, 1994.
MERLEAU-PONTY, M. O primado da percepção e suas consequências filosóficas. Trad: Constança Marcondes Cesar. 1. Edição. Campinas: Papirus, 1990.
MERLEAU-PONTY, M. A estrutura do comportamento. Trad: José de Anchieta Corrêa. 1. Edição. Belo Horizonte: interlivros, 1975.
MIGUEL, A. Formas de ver e conceber o campo de interações entre Filosofia e Educação Matemática. In: BICUDO, M. A. V. (org.). Filosofia Educação matemática – Concepções e Movimento. Brasília: Plano, 2003. p. 25-44.
MILLER, J.P. Number in presence and Absence: a study oh Husserl´s Philosophy of Mathematics. Hague, Boston, Londres: Martinus Nijhoff Publishers, 1982.
MOURA, C.A. Sensibilidade e entendimento na fenomenologia. Manuscrito – Revista Internacional de filosofia, Campinas, v. 23, n. 2, p. 207 – 250. out. 2000.
PANSARELLI, D.; PIZA, S. Introdução. Ensinar Filosofia? In: PANSARELLI, D.; PIZA, S. (org.). Filosofia Modernidade- Reflexão sobre o conhecimento. São Bernardo do Campus: Metodista, 2008. p. 11-14.
PANSARELLI, D. Introdução. A filosofia e a Universidade. In: PANSARELLI, D. (org). Curso (IN)completo de filosofia. São Bernardo do Campus: Metodista, 2010. p. 07-10.
STEINER, U. C. Husserl. München: Diederichs, 1997
ZEA, L. La filosofia americana como filosofia sin más. 3. ed. México: Siglo XXI, Editores, 1975.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Pesquisa Qualitativa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Essa revista é licenciada pelo sistema creative commons 4.0, não-comercial.






