Reflexões acerca da interseccionalidade entre a pesquisa feminista negra e a educação popular
DOI:
https://doi.org/10.33361/RPQ.2026.v.14.n.38.814Palabras clave:
Metodologia, Feminismo Negro Interseccional, Decolonialidade, Educação PopularResumen
Neste artigo, o objetivo é discutir as escolhas teórico-metodológicas, suas implicações e ressaltar os caminhos e descaminhos nesse processo. Para entendimento do leitor/a, recorremos à epistemologia feminista negra interseccional e decolonial, em consonância com a educação popular e a etnografia, por tratarem fundamentalmente do engajamento científico-político-social da produção do conhecimento, da não neutralidade da ciência e da coconstrução decorrente do diálogo entre as pesquisadoras e as interlocutoras. As metodologias participativas, estiveram em sintonia com o encontro, a troca e a escuta, alicerces da construção coletiva. Como estratégias de interação, foram utilizados os procedimentos de observação, entrevistas semiestruturadas, narrativas e oficinas. A análise adotada na pesquisa nos possibilitou compreender e aprofundar em camadas a vida das mulheres das hortas.
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