Rede social e o apoio social de pessoas com doença renal crônica em diálise peritoneal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33361/RPQ.2019.v.7.n.15.292

Resumo

Resumo: Descrever a rede social e o apoio social de pessoas com doença renal crônica em diálise peritoneal. Pesquisa qualitativa, desenvolvida com 20 pessoas em diálise peritoneal, realizada em um serviço de nefrologia de Pelotas, Brasil. A coleta de dados ocorreu entre abril de 2013 e junho de 2014. Os dados foram produzidos por meio de entrevista aberta, semiestruturada e observação participante, sendo posteriormente organizados mediante o programa Etnograph v6 e, submetidos à análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin. Estudo aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa mediante parecer nº 538.882. Identificaram-se duas categorias: a primeira, Eles me apoiaram! Apoio Social de pessoas em diálise, em que se abordou os tipos de apoio emocional e afetivo, instrumental, de informação e apoio de interação social positiva e em qual fase do adoecimento era mais frequente. Na segunda categoria, Tecendo interações: rede social de pessoas em diálise, em que se descreve os integrantes e os tipos de vínculos mantidos, sendo a família como eixo central nessa rede.

Palavras-chave: Rede social; Apoio social; Insuficiência renal crônica; Diálise; Pesquisa qualitativa.

 

Support network and social support of people with chronic renal disease under peritoneal dialysis

Abstract: This study aimed to describe the social network and social support of people with chronic kidney disease under peritoneal dialysis. This is a qualitative research carried out among 20 people under peritoneal dialysis at a nephrology clinic in Pelotas, Brazil. Data collection occurred from April 2013 to June 2014. The data were produced through semi-structured and open interview, participant observation, and later they were organized using the Etnograph v6 program and submitted to content analysis proposed by Laurence Bardin. This study was approved by a Research Ethics Committee, under no. 538,882. Two categories were identified: the first one, They supported me! Social support of people under dialysis, there it was discussed about the types of emotional, affective, instrumental and informational support, about positive social interaction and also about which stage of the disease was more frequent. In the second one: Weaving interactions, social network of people under dialysis, this stage describes the members and the types of bonds that are maintained, having the family as the central axis in this network.

Keywords: Social network; Social support; Chronic renal insufficiency; Dialysis; Qualitative research.

 

Biografia do Autor

Alana Duarte Flores, Enfermeira graduada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

Enfermeira graduada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

Juliana Graciela Vestena Zillmer, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Licenciatura em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas (2007), graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas (2007), mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas (2009) e doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Pelotas e pesquisador da Universidade Federal de Pelotas. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem, atuando principalmente nos seguintes temas: pesquisa qualitativa, família, doença renal crônica, atenção a saúde e cuidado de enfermagem.

Eda Schwartz, Universidade Federal de Pelotas

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas (1983), mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998) e doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002). Realizou Pos Doutorado na EEUSP em 2012. Atualmente é professora Associada da Universidade Federal de Pelotas, docente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFPel e da Residencia Multiprofissional da Universidade Federal de Pelotas e docente do Mestrado Profissional e Saúde da Família ( PROFSAUDE/UFPel). É membro da International Family Nursing Association (IFNA).Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem Médico-Cirúrgica, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, família, nefrologia, oncologia, neoplasias e quimioterapia.

Celmira Lange, Universidade Federal de Pelotas

Enfermeira, graduada pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas - UFPel (1980). Especialista em Reabilitação do aparelho locomotor pelo Hospital Sarah Kubitschek (1982), Administração hospitalar pela Universidade Católica de Pelotas - UCPel (1986), Administração dos serviços de saúde pela Universidade de Ribeirão Preto UNAERP (1987). Mestrado em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (1997). Doutorado em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP (2005). Pós Doutorado em Pesquisa de Enfermagem e Promoção da Saúde, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora Associada da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas - UFPel, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, Saúde do Idoso, Envelhecimento, Acidentes com idosos, Prevenção de acidentes e atendimento pré-hospitalar, Cronicidade, saúde do adulto, Saúde Coletiva, Famílias ,Educação Continuada e Promoção da Saúde.

Caroline de Leon Linck, Universidade Federal de Pelotas

Professora Adjunta da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas - FEN/UFPEL. Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2015). Mestre em Enfermagem pelo programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas UFPel (2009). Especialista em Saúde Pública (UFPel). Possui graduação em Licenciatura Plena Em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas (2005) e graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Federal de Pelotas (2005). Atua principalmente nos seguintes temas: Promoção do envelhecimento ativo. . Sistematização da Assistencia de Enfermagem.

Caroline Rocha Batista Barcellos, Universidade Federal de Pelotas

Descrever a rede social e o apoio social de pessoas com doença renal crônica em diálise peritoneal. Pesquisa qualitativa, desenvolvida com 20 pessoas em diálise peritoneal, realizada em um serviço de nefrologia de Pelotas, Brasil. A coleta de dados ocorreu entre abril de 2013 e junho de 2014. Os dados foram produzidos por meio de entrevista aberta, semiestruturada e observação participante, sendo posteriormente organizados mediante o programa Etnographv6 e, submetidos à análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin. Estudo aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa mediante parecer nº 538.882. Elaborou-se duas categorias: a primeira, Eles me apoiaram! Apoio Social de pessoas em diálise, em que se abordou os tipos de apoio emocional e afetivo, instrumental, de informação e apoio de interação social positiva e em qual fase do adoecimento era mais frequente. Na segunda categoria, Tecendo interações: rede social de pessoas em diálise, em que se descreve os integrantes e os tipos de vínculos mantidos, sendo a família como eixo central nessa rede. 

Referências

ARAGÃO, E. I. S. et al. Distintos padrões de apoio social percebido e sua associação com doenças físicas (hipertensão, diabetes) ou mentais no contexto da atenção primária. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 22, n.7, p. 2367-2374, jul. 2017.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Edição revista e ampliada. São Paulo: Edições 70, 2016.

BERKMAN, L. F.; GLASS, T. Social Integration, Social Networks, Social Support, and Health. In: BERKMAN, L.; KAWACHI, I. (ed.). Social Epidemiology. New York: Oxford University Press, 2000.

BERNARD, H. R. Research methods in anthropology: qualitative and quantitative approaches. 4. ed. Estados Unidos da America: AltaMira Press, 2006.

BORGES, D. C. S. et al. A rede e apoio social do transplantado renal. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 37, n. 4, p. 1983-1447, fev. 2016.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n°466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Diário Oficial da União. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf. Acesso em: 02 jul. 2018.

BRONFENBRENNER, U. A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. 2. ed. Tradução de Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

BAILLIE J.; LANKSHEAR, A. Patient and family perspectives on peritoneal dialysis at home: findings from an ethnographic study. J clin nurs [internet], England, v. 24, n.1-2, p. 222-234, jan. 2015.

CARRILLO VEGA, M. F. et al. Empoderamiento y apoyo social en pacientes con enfermedad renal crónica: estudio de caso en Michoacán, México. Revista Panamericana de Salud Pública, Washington, v. 41, s/n, p.e164, dez. 2017.

GARIZÁBALO-DÁVILA, C.M.; RODRÍGUEZ-ACELAS, A.L.; CAÑON-MONTAÑEZ, W. Soporte social enfocado a personas con diabetes: una necesidad desde enfermería. Revista Cuidarte, Bucaramanga, v. 10, n. 1, p. e697, ene./abr. 2019. Disponível em: http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v10i1.697. Acesso em: 19 jun. 2019.

MINAYO, M. C. de S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 30. ed. Petrópolis Vozes de Bolso, 2016.

MORAES, A. S. et al. Alterações no desempenho ocupacional de pessoas com doença renal crônica em diálise peritoneal. Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social (online), Uberaba, v. 6, n. 2, p.591-599, supl.1. 2018.

OLIVEIRA, J. F. et al. Qualidade de vida de pacientes em diálise peritoneal e seu impacto na dimensão social. Esc Anna Nery, Rio de Janeiro, v.23, n.1, p:e20180265, nov. 2019. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v23n1/pt_1414-8145-ean-23-01-e20180265.pdf. Acesso em: 16 out.19.

PEDROSO, V. S. M. et al. Ações do enfermeiro na capacitação do usuário e família em diálise peritoneal. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, v. 10, n.2, p. 572-576, abr./jun. 2018. Disponível em: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/6467. Acesso em: 19 jun. 2019.

SCHWARTZ, E. et al. As redes de apoio no enfrentamento da doença renal crônica. Revista Mineira de Enfermagem, Belo Horizonte, v. 2, n.13, p.193-197, abr./jun. 2009. Disponível em: http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/179. Acesso em: 19 jun. 2019.

SHERBOURNE, C. D.; STEWART, A. L. The MOS social support survey. Social Sciense and Medicine, New York, v.38, n.6, p.705-714, 1991. Disponível em: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.870.747&rep=rep1&type=pdf. Acesso em: 19 jun. 2019.

SILVA, S. M. et al. Social support of adults and elderly with chronic kidney disease on dialysis. Revista Latino-Americana de Enfermagem, São Paulo, v. 24, p.1-7, ago. 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692016000100375. Acesso em: 19 jun. 2019.

SLUZKI, C.E. A rede social na prática sistêmica. 1. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997.

STROM, J. L.; EGEDE, L. E. The impact of social support on outcomes in adult patients with type 2 diabetes: a systematic review. Curr Diab Rep., Philadelphia, v. 12, n. 6, p.769-81, dez. 2012. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3490012/. Acesso em: 01 nov.2019

TAVARES, J. M. A. B. et al. Peritoneal dialysis: Family care for chronic kidney disease patients in home-based treatment. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 69, n. 6, p.1172-1178, nov./dez. 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0262. Acesso em: 19 jun.2019.

TIMM, A. M. B. et al. Estratégias de (re)organização da família que convive com familiar em diálise peritoneal no domicílio. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, v. 9, n. 3, p. 696-704, jul./set. 2017. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/5057/505754116013.pdf. Acesso em: 03 dez. 2018.

Publicado

2019-12-23

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa