O novo paradigma sistêmico

Autores

  • Susana Iglesias Webering Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Resumo

Resumo: Nesse trabalho revisaramos algumas teorias para entender as origens e desdobramentos mais recentes do paradigma sistêmico. Bertalanffy introduziu as hipóteses dos sistemas abertos e a teleologia. Le Moigne tratou de desenvolver um modelo para o estudo de um objeto ou fenômeno sistêmico. Maturana e Varela, a teoria da autonomia do ser vivo e a construção do conhecimento. Se o trabalho de Bertalanffy foi recebido com críticas, trabalhos posteriores contemplaram elementos suficientes para o reconhecimento do fenômeno sistêmico, em constante interação com o ambiente, exercendo sua autonomia, construindo e se reconstruindo através de suas interações, o que implicou a (re)introdução da complexidade, a necessidade de ampliar o estudo da organização e, finalmente, a liberdade criadora com os outros, inserida no mundo.

Palavras-chave: Paradigma sistêmico; Autonomia; Complexidade; Modelo; Sistemas.

 

The new systemic paradigm

Abstract: In this paper, we review some theories to understand the origins and recent developments of the systemic paradigm. Bertalanffy introduced the hypotheses of open systems and teleology. Le Moigne sought to develop a model for the study of an object or systemic phenomenon. Maturana and Varela, the theory of the autonomy of the living being and the construction of knowledge. If Bertalanffy's work was received with criticism, later work contemplated sufficient elements for the recognition of the systemic phenomenon, in constant interaction with the environment, exercising its autonomy, building and rebuilding through its interactions, implying the (re) introduction Complexity, the need to broaden the study of organization, and finally, creative freedom with others, inserted in the world.

Keywords: Systemic paradigm; Autonomy; Complexity; Model; Systems.

 

Biografia do Autor

Susana Iglesias Webering, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Dr. em Engenharia de Produção pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dr. em Economia Social pelo Instituto Universitário de Economia Social e Cooperativa (IUDESCOOP), Universidade de Valência, Espanha.

Professora adjunta do Departamento de Administração e Turismo (DAT) do Instituto Multidisciplinar (IM) de Nova Iguaçu, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Brasil.

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Publicado

2017-07-12