A concepção dialógica de linguagem e arquivologia: interfaces na construção de saberes

Eliete Correia dos Santos, Jacqueline Echeverría Barrancos

Resumo


Resumo: O objetivo desse artigo é refletir sobre a concepção dialógica de linguagem e de ciência à luz dos estudos bakhtinianos para a Arquivologia, assumindo uma postura de cooperação entre as áreas interdisciplinares. As bases do pensamento do Círculo de Bakhtin são construídas a partir da crítica às duas tendências filosóficas: a estilística clássica que se baseia no idealismo e o estruturalismo situado nos estudos do sistema abstrato. O objeto é ser expressivo e falante, e a concepção de linguagem é entendida como processo de interação social fundamentada no diálogo com o outro (relaciona-se à ideia de sujeito social, histórica e ideologicamente situado, que se constitui na interação com o outro) e na unidade das diferenças.

Palavras-chave: Ciência; Linguagem; Diálogo; Arquivologia; Interdisciplinaridade.

 

The dialogical conception of language and archivology: interfaces in construction of knowledge

Abstract: The aim of this article is to reflect on the dialogic conception of language and science in the light of the Bakhtinian studies for the Archivology, assuming a position of cooperation between the interdisciplinary areas.The bases of Bakhtin's Circle thought are constructed from the critique of two philosophical tendencies: the classic stylistic that is based in idealism and the structuralism situated in studies of unspecific system. The object is to be significant and speaker, and the conception about language can be understood by a process of social interaction that is based in discussion with the other (it is associated with the idea of social subject, historic and ideologically situated, that is formed in interactin with the other) and in the unity of differences.

Keywords: Science; Language; Discussion; Archivology; Interdisciplinarity.

 


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O desenho do cabeçalho e da capa da Revista Pesquisa Qualitativa é de Carmem Aranha. Ele foi feito na praça São Benedito, diante de um arbusto cujo tronco (e galhos) lembravam um ideograma chinês. (Árvore de Amparo - Desenho e grafite 6B, c 15x21 cm). Agradecemos à Carmem Aranha por ter cedido sua arte à Revista.

 

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